A SINGULARIDADE DIALÉTICA DE UM MESTRE

A SINGULARIDADE DIALÉTICA DE UM MESTRE

(Tributo a um grandalhão gargalhante).

Uma coisa era certa! A gente sabia logo quando ele chegava no SBRC. Uma gargalhada de causar inveja ao Coringa ecoava nos corredores revelando o estilo inconfundível do grandalhão gargalhante, debochado, inteligente, que fazia rir seus alunos com piadas manjadas enquanto os fazia “capitães de suas almas, donos de seus destinos”.

Conheci-o nas brenhas do LARC e do SBRC, lá nos cafundós dos anos 80. Mas o conheci bem melhor pelos meus dois filhos que contavam da “odisseia” de seus mestrados, das aventuras inesperadas que seu orientador aprontava diariamente no laboratório, um cigarro à mão e a outra na barba como se alargasse seu sorriso farto.

“Da manga rosa quero o gosto e o sumo…” Não era cantor mas cantava, ria de qualquer piada, em especial das dele… kkkk. Guy Pujolle, nosso amigo e orientador em comum, apaixonou-se rápido pelo grandalhão gargalhante, mais inteligente que debochado, que o convenceria a desfilar (à lá française), na Sapucaí.

Como não agradecer e abraçar esse grandalhão gargalhante que fez por meus dois filhos tanto  em tão pouco tempo. Deles continuo ouvindo o mantra: “o que somos tem a marca de sua orientação”. Ele tentava tirar o máximo de seus “meninos e meninas” … chicoteando-os com deadlines e qualis, assoprando com uma rodada de pizza na madrugada das sexta-feira, o day off autorizado.

E o fazia por todos ao alcance de seu invejável magnetismo que, entre uma Orientação com Amor ou Orientação com Dor (taxonomia criada por ele), optaram pela última, tendo como resultado uma impecável formação acadêmica, além de aprenderem a não “coçar as partes” nas apresentações, a não “mijarem fora do pinico” nas defesas … kkkk !

Procurei uma forma para definir a singularidade dialética desse “Carioca de Morais … que passou por essa vida e viveu”: um cientista da computação que “podia usar Lycra”… kkkkk!

Muitos não entenderão, só seus alunos! E isso lhe bastará …   Ah! Ele vai dar uma gostosa gargalhada, uma tragada, e cantar … “melão maduro, sapoti, juá! Jabuticaba teu olhar noturno…!”.

Autor: Mauro Oliveira

Orientadores: Carina Oliveira & Reinaldo Braga

(Este artigo é dedicado ao Prof Otto Duarte, amigo e orientador de Carina Oliveira e Reinaldo Braga)

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