2017 – Um milímetro sequer!

Um milímetro sequer!
(Este artigo foi publicado no jornal O POVO em 25 de novembro de 2017)

Se tu és jovem demais e passa a vida eguando no celular, conversando miolo de pote no lugar de ficar ouvindo “A head Full of dreams” (Coldplay) e “I still haven’t found what I´m looking for” (Bono Vox), acho que não vais gostar deste artigo… (prefiro o Bono).

Se tu já és um militante crescido, também não vais entender “um milímetro sequer” do artigo. Na conversa aqui não tem essa de Alvinegro X Tricolor, Coxinha x Mortadela, muito menos cristão x ateu. A “vibe” aqui é jogar futebol, política e religião pra debaixo do tapete, pois tem uma visita muito importante chegando.

Estás ainda aí, cabra da peste? Desististe (segunda pessoa é osso) não, mah?
Deste assunto aqui, só entendem os “passados na casca do alho”, aqueles que deveriam ter gasto mais tempo com os filhos, encontrado mais os velhos & indispensáveis amigos, escutado mais LPs do Chico & Noel nas noites de sexta, (re)lido mais Drummond & Borges nas tardes de sábado, beijado mais ao acordar nas solidárias (ou solitárias) manhãs de domingo.

Já que tu não desgrudas mesmo, diz-me aí o que devo falar a ela, que está chegando esperançosa. Devo falar dos homens de preto que roubam do povo e destilam discursos sórdidos na TV? Deste povo sofrido governado por um Temeroso mau exemplo? Da pobreza de quem morre bilionário e esquece que toda a soberba um dia se esfarela? Ou seria prudente fazer como o pai de Sidarta Gautama (Buda), o rei que tentou esconder de seu filho os moribundos da cidade, os sofrimentos do mundo?

Não! Ela vai chegar numa varinha de condão; Alice neste país. Chega ansiosa por uma sociedade melhor. Suas mãos mágicas, rápidas, sábias e belas serão mãos de educação… antes que perguntes o que ela vai ser quando crescer.

Ah, Luisa, “guerreira gloriosa”! E quando um outro precisar de ti, desdenharás do mais fácil e honrarás gloriosa tua essência guerreira, pois que tu és dona de teu destino comandante de tua alma!

“Sonhar-te-ei doze rosas, mil poesias, uma canção de ninar… sem aflição, nem
compromisso… Sonhar-te-ei até não mais saber… tu não vais perceber um milímetro sequer deste infinito amor!”

Mauro Oliveira, Professor IFCE, pesquisador FUNCAP

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