Av Demócrito, 282 !

(Este artigo foi publicado no jornal O POVO em 29 de julho de 2017)

Imagine uma noite tinindo de boa, pessoas que você gosta de ver, palavras que lhe fazem bem ao espírito, energia no ar. Pois bem, foi assim a lançamento do Anuário do Ceará 2017-2018, a publicação mais antiga do Estado, uma realização O POVO com as digitais de Fábio Campos e Jocélio Leal.

Ilustradas com o primor de 11 obras belíssimas de Carlus Campus, a tecnologia Big Data conferiu mais inovação a esta edição aliando …“a nobreza do conteúdo impresso e a presteza da internet”.  E, como não podia deixar de ser, este novo Anuário de 150 anos tem a cor de Demócrito Dummar, um Don Juan das ideias fartas e humanas, arquétipo com “alma de poeta, audácia de visionário, radicalmente humano” (O POVO, 25/04/2008).

Demócrito era definitivamente novidade, impulsivamente holístico, inevitavelmente envolvente. Demócrito era disruptivo!  Com ele que aprendi cedo esta terminologia, hoje em moda para designar um tipo de inovação que supera a evolutiva, como o Big Data e Mineração de Dados, usados na produção do Anuário.

Demócrito sempre recebia os amigos com um abração por cima do ombro, e os conquistava com seu sorriso abastado em recorrentes sonhos, coloridos com a ousadia de sua inventiva… tal qual a filha, estonteante em sua noite festiva. Dava para sentir a fidelidade à tradição, vindos do punho daquela mulher que martelava no ar sua convicção, feito um cônsul romano. Disse Luciana Dummar: “Este país só vai renascer através da educação… O Anuário é a liga que une as diferenças”.

Antes de partir, cumprimentei Dummar Neto. Nosso abraço demorou mais do que nossas palavras! Disse-me ele: meu pai colocava uma “lanterna” sobre pessoas, projetos, instituições que julgava relevantes. Foi o caso do IFCE que implantou, com sua cumplicidade, diversos projetos sociais: Escola 24 horas (aulas na madrugada), a Sorveteria Zé de William (pagamento do picolé sem fiscalização), Escola Fora da Escola (alunos em projetos sociais nos bairros), o Pirambu Digital, cujo primeiro presidente tornou-se Engenheiro e aluno do mestrado do ITA, etc.

Foi uma noite memorável, simbolizada pelos “estudantes correspondentes” do projeto O POVO Educação que, a convite do Governador, subiram radiantes ao palco.

Sem ninguém perceber (nem eu próprio), fiz um discurso que só me dei conta ao chegar em casa: “Não dá pra imaginar o Ceará sem o jornal da Aguanambi 282”. Na verdade, todos se disseram o mesmo nesta noite de muito sol!

Mauro Oliveira

Prof do IFCE Aracati, Pesquisador FUNCAP

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