2022, O ANO QUE ACONTECEU

2032! Estamos em plena segunda-feira, no futuro. O mundo imaginado no filme Upload, diferente dos Jetsons, é ainda uma ficção, adiada que foi para uma próxima temporada. Nele, a “Lakeview”, empresa de pós vida digital, negocia a vida eterna com quem pode pagar, uma espécie de reload high tech do que foi praticado por alguns clérigos monetaristas na idade média, em “nome do Senhor”, é claro!

Seguem algumas manchetes do dia 04 de abril de 2032:

ORA BUSINESS: as criptomoedas adotadas por todos os países, exceto a China (que ainda insiste em tudo futricar), têm sua hegemonia no mercado financeiro ocidental ameaçada pelos METAhackers. Estes cabras da peste digitais conseguiram burlar as tabelas hash (o segredo do blockchain) com computadores quânticos, deixando em pavorosa os hubs de inovação, exceto os precavidos executivos kitesurfistas na Cumbuco Wall Street (comunidade liderada pelo guru Rômulo Soares)

NEM TUDO É DIVERSÃO: o Carnaval no Metaverso da Sapucaí será adiado. Visto no passado como uma alternativa ao controle da COVID 19, as “aglomerações” no metaverso preocupam cada vez mais os psicólogos pelo número de “suicídios virtuais” (um tipo de covardia lacaniana) entre usuários embriagados nessa cachaça digital. A empresa BUGABOO, líder mundial em metaverso, discorda e deverá recorrer ao recém criado STM (Supremo Tribunal Metavérsico), é o que diz Tiago Guimaraes, CEO da empresa e sócio majoritário da Amazon.

EM SOCIEDADE TUDO SE SABE: o ex-idoso Elon Musk cancela sua lua de mel em Maracanmarte, sua ilha construída no planeta vermelho. A decisão deve-se ao estresse no fracasso de sua empresa “Lakeview”. Perguntada pelo IRACEMA News, sua esposa declarou cantando: “Eu vou pra Maracanmarte, Eu vou”. Segundo ela, na vida “foquete não tem ré”!

Mas é claro, temos boas notícias em 04 de abril de 2032:

TURISMO: O Palácio da Inovação (antigo Palácio da Abolição) e o Museu da Imagem e do Som, o “quartier high tech” de Fortaleza, supera em visitantes o Metropolitan de New York. Além de Chico Gomes, expõem Marcos Vieira, Claudia Sampaio, Totonho Laprovitera, Carlinhos Decimo, Érica Peron e Mano Alencar.

ECONOMIA: O Ceará bate seu próprio recorde liderando no Brasil a produção de Hidrogênio Verde carbono zero: obtido sem emissão de CO2. Júlio Cavalcante, CEO da “Verde que te Quero Verde S.A”, lembra que já em 2022 o Estado chegou a produzir 500 mil toneladas, exportando pelos portos do Pecém e de Roterdã, parceiros comerciais.

EDUCAÇÃO: O modelo educacional de Sobral, reconhecido internacionalmente há mais de uma década, é finalmente adotado pelo MEC e universalizado em todos os municípios do Brasil.

JOVENS: A partir de uma política de profissionalização massiva e inovadora (computação & filosofia) de jovens, em uma década o Ceará construiu o maior Ecossistema de TIC do país. Segundo Célio Fernando, esse modelo é o principal impactador do crescimento do PIB cearense, o terceiro do país.

Em entrevista para a Fortune, Ricardo Liebmann, presidente do “IRACEMA Venture Builder” explicou que o sucesso social e econômico do Ceará na última década, premiado pela UNESCO, deve-se a prática de uma “política do óbvio” dando ao jovem o direito de Ser Jovem, C-JOVEM. Liebmann finaliza que tudo começou devido a … “2022, o ano que aconteceu”!

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Álbum SÁBADO em MARTE

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“Here comes the sun” no planeta Azul Marinho

(Este artigo, dedicado à Lulu Akegawa Oliveira, foi publicado no jornal O POVO em 15/ago/2021)

São cinco da matina! Meu Patek Philippe me acorda, estridentemente, para mais um milagre da vida. Taco-lhe a mão para acalmá-lo, como nos filmes da Paramount, sem resultado. Esqueço que no século da Lulu, minha neta, tudo agora obedece a um toque na tela de uma “rapadura eletrônica”.

Pego minha Caloi e desço no rumo da venta na nossa “Miami Beach”, que alguns “nerds dorminhocos” recusam a decifrar. Eita que coisa mais linda esse pedaço de Meireles! Ah, somos sobreviventes! (Sobreviventes de uma tragédia anunciada! Quinhentos mil neste país deixaram de pedalar sua Monark, conversar, rir… coisas simples assim. Três mil Boings 737 lotados “viajaram pra outra instância” sem nossa permissão. Seria “trágico se não fosse trágico”.)

Chego nas cercanias da praia do Náutico. De repente, sou invadido por uma vontade de cantar: “Here Comes the Sun”, o hit preferido da Lulu. Recepcionado pelo Leo, sorriso largo e um coco à mão dormido no gelo, percebo-me privilegiado neste Planeta Azul Marinho onde acontece a maior (talvez única) miscigenação social da cidade de Iracema. Naquela areia, apenas homines sapientes felizes. Pergunto-me “a mim mesmo” (com permissão do Prof. Myrson Lima): por que o Planeta Azul não é todo assim!

Nesse caos organizado e saudável, o sol como testemunha, veem-se banhistas felizes, nadadores falantes, vendedores solícitos. Há décadas, Prof. Raimundo, o Netuno do Náutico, me repete a mesma frase: “hoje o mar tá uma delícia, melhor do que ontem”.

O Planeta Azul Marinho parece desdenhar dos arranha-céus do outro lado da rua com seus hectares e heliportos, medalhas de ouro em desigualdade social. Melhor ainda, é como se o lado de lá da rua não fosse visível do lado de cá.

“Here comes the sun” no Planeta Azul Marinho. Pode-se respirar nele todo dia. Afinal, a vida é uma escolha a cada momento!

Mauro Oliveira

Professor IFCE

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A SINGULARIDADE DIALÉTICA DE UM MESTRE

A SINGULARIDADE DIALÉTICA DE UM MESTRE

(Tributo a um grandalhão gargalhante).

Uma coisa era certa! A gente sabia logo quando ele chegava no SBRC. Uma gargalhada de causar inveja ao Coringa ecoava nos corredores revelando o estilo inconfundível do grandalhão gargalhante, debochado, inteligente, que fazia rir seus alunos com piadas manjadas enquanto os fazia “capitães de suas almas, donos de seus destinos”.

Conheci-o nas brenhas do LARC e do SBRC, lá nos cafundós dos anos 80. Mas o conheci bem melhor pelos meus dois filhos que contavam da “odisseia” de seus mestrados, das aventuras inesperadas que seu orientador aprontava diariamente no laboratório, um cigarro à mão e a outra na barba como se alargasse seu sorriso farto.

“Da manga rosa quero o gosto e o sumo…” Não era cantor mas cantava, ria de qualquer piada, em especial das dele… kkkk. Guy Pujolle, nosso amigo e orientador em comum, apaixonou-se rápido pelo grandalhão gargalhante, mais inteligente que debochado, que o convenceria a desfilar (à lá française), na Sapucaí.

Como não agradecer e abraçar esse grandalhão gargalhante que fez por meus dois filhos tanto  em tão pouco tempo. Deles continuo ouvindo o mantra: “o que somos tem a marca de sua orientação”. Ele tentava tirar o máximo de seus “meninos e meninas” … chicoteando-os com deadlines e qualis, assoprando com uma rodada de pizza na madrugada das sexta-feira, o day off autorizado.

E o fazia por todos ao alcance de seu invejável magnetismo que, entre uma Orientação com Amor ou Orientação com Dor (taxonomia criada por ele), optaram pela última, tendo como resultado uma impecável formação acadêmica, além de aprenderem a não “coçar as partes” nas apresentações, a não “mijarem fora do pinico” nas defesas … kkkk !

Procurei uma forma para definir a singularidade dialética desse “Carioca de Morais … que passou por essa vida e viveu”: um cientista da computação que “podia usar Lycra”… kkkkk!

Muitos não entenderão, só seus alunos! E isso lhe bastará …   Ah! Ele vai dar uma gostosa gargalhada, uma tragada, e cantar … “melão maduro, sapoti, juá! Jabuticaba teu olhar noturno…!”.

Autor: Mauro Oliveira

Orientadores: Carina Oliveira & Reinaldo Braga

(Este artigo é dedicado ao Prof Otto Duarte, amigo e orientador de Carina Oliveira e Reinaldo Braga)

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Uma Luzinha entre de coqueiros… num CONTO de NATAL!

(Minha primeira poesia, escrita em 1994, publicada 10 anos depois)

Ai! Me alembro tanto seu menino,
que dá uma dor danada de dor:
a “negrada” no alpendre da Casa de Farinha,
esperando uma luzinha entre coqueiros!

E ele que não chegava na sua rural…
a “mundiça” não podia ver uma luz,
qualquer luzinha entre coqueiros…
a “canáia” gritava logo: “lá rem ele”!

Era uma correria desenfreada alpendre abaixo.
Ah! Como a gente adorava a enganação.
Mais uma luzinha que vinha…e se perdia,
e com ela a esperança dele chegar cedo.

Lembro tio Manezin, touca na cabeça, camisolão,
lamparina na mão, alpercata de rabicho, chão batido,
(os óio franzido por detrás dos óculos de garrafa)
berrava sem convicção, enquanto também espiava
mais uma luzinha que aparecia entre coqueiros:
“rão dromir magote. Ele só chega menhan de menhan”!

Ai! Me alembro tanto seu menino,
que dá uma dor danada de dor.
Entre grilos, cururus, vagalumes…


O tempo parou naquele 24 de dezembro:
na minha mente só havia uma luzinha,
a promessa de presentes, zoada, galinha assada…
que desaparecia entre coqueiros!


Uma luzinha trazendo sobretudo um cheiro,
cheiro de suor, suor do peito, da camisa,
camisa empoeirada da estrada carroçal,
um cheiro gostoso de bom!
O cheiro de papai!


ACORDA TODO MUNDO!… PAPAI CHEGOOOOOOOOOOOUUU !!!

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CONCURSO pra REITOR, SÍNDICO e AMANTE

No livro “Escola Pra Valer”, edição esgotada (amigos & família… rsrsrs), editado pela BARCA (Bodega das Artes Raimundo de Chiquinha de Aracati), respondo à pergunta que deveria estar no concurso de todo professor ou agente educacional: Cara, qual a principal missão de uma Escola?

Sem rebuscar filósofos de carteirinha nem pedagogos de plantão, qual a sua resposta? O “Escola Pra Valer” acredita que a principal missão de uma Escola é ajudar o jovem a ser feliz! Matemática, Português, Artes, e outras invencionices humanas são mecanismos indispensáveis, but not most important, para se alcançar essa missão maior da Escola.

Ajudar o jovem a ser feliz é despertá-lo para outras verdades além daquelas que encruaram em seu córtex; é convencê-lo a fazer suas próprias escolhas e a não desistir de seus sonhos, apesar das “pedras no meio do caminho”. Afinal, o hoje é marcado pelo que Yuval Harari chama de “fonte da suprema autoridade humana”, em que as decisões sobre nosso destino são nossas, não vêm mais de outrem nem dos céus, como no passado. “Pensar por si próprio”, este é o mantra para o jovem se assumir como “Capitão da sua alma, Senhor do seu destino” (Henley, in Invictus)!

Ajudar o jovem a ser feliz é levá-lo a se apropriar de seu entrono social, já que uma “Escola que é reflexo da sociedade não serve a ela, nem pra ela”. É mostrar-lhe o quanto é genial, poderoso e mágico ser ousado em melhorar a sociedade, porque a “ousadia tem genialidade, poder e magia” (Goethe).

Daí ser incompatível com uma “Escola Pra Valer” o péssimo exemplo que temos dado, IFs e universidades, nos vendavais dos processos eleitorais internos, em que se comete um pecado capital educativo: “irmão desconhece irmão”. Ao invés de uma aula de democracia, ensaia-se uma barbárie pedagógica com práticas “eleitoreiras” de fazer corar Odorico Paraguaçu de Sucupira (Dias Gomes, in O Bem Amado).    

O mais trágico, se não fosse “cômodo”, é o “day after” quando “trompeurs” sem compromissos deixam suas campanhas nos “corredores” (hoje, virtuais) e voltam à sala de aula com bravatas éticas sem se dar conta do seu espelho que adverte: não faça mais isso, menino danado! Esquece o meliante sem paixão que o “aluno nos observa mais pelo que fazemos do que pelo que dizemos” (In Escola Pra Valer). Não se educa pra ser feliz sem compromisso e paixão!

É, portanto, lamentável que instituições centenárias, importantes e decisivas nas vidas de muitos jovens sejam vitimadas pela velha políticagem provinciana de poucos que (tentam) desvirtuam o sonho, sempre em construção, de uma “Escola Pra Valer”. (https://tinyurl.com/EscolaPraValer)

Ah! E quanto aos amantes? Nada a ver… Não é público!

Mauro Oliveira

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Ah, se eu fosse milionário…!

Ah, se eu fosse milionário…!

(Este artigo foi publicado no jornal O POVO em 15 de julho de 2017)

Como qualquer beradeiro dos anos 1970, tempo em que os jovens acreditavam numa
política decente, comprei todos os discos LP (vinil) da MPB e dos Mestres. Desde
então, o violino de Vivaldi e a sanfona de Seu Luiz, filho de Januário, me cutucam feito
a espada mágica de Merlin em Excalibur.

Vivaldi tem algo de inebriante. Abri minha última aula com “Inverno”, minha preferida,
antes d´eu falar em bits e bytes. Um professor acaba levando à sala um pouco de sua
alma momentânea. Afinal, a aula é uma arte que imita a vida… ou será o contrário?,
diria Oscar Wilde!

Perguntei a meus alunos o que fariam se fossem milionários. Já tava meio sorumbático
com as respostas, até que o Nicodemos quebra a corrente, “o mundo sou eu”, e se
lembra do Bill Gates. Em 2000, Gates deixa a Microsoft e cria uma Fundação que
promove pesquisa sobre a aids e outros massacres aos irmãos da África. Em
2006, Warren Buffett, outro mais rico do mundo, contribui com US$ 30
bilhões, apoiando a Fundação do “concorrente”. No século 18, John Harvard lega a
metade do seu patrimônio ao que viria a ser a primeira universidade americana.

Por que no Brasil nossos bilionários não fazem parecido? Cultura, educação ou
ganância? Basta reparar numa noite estrelada do Cosmos de Carl Segan e perceber
que somos o “cocô do cavalo do bandido” na imensidão Láctea. Acumular, acumular,
acumular… Diga aí, mah, algo mais besta do que morrer bilionário? Quem se livrou do
“fogo dos infernos” e do negócio da “vida eterna” sabe bem: nada mais divino do que
melhorar a vida do outro! Quem são os nossos Gates, Buffetts e Havards brasileiros… e
os cearenses?

Eu me faço esta pergunta sempre que um jovem esquelético limpa o vidro do meu
fusquinha 4×4, esfomeado à cata de míseros centavos que, via de regra, costumamos
negar com a empáfia de um dedo indicador feito limpador de para-brisa. Quantos
destes jovens, “estrelas cadentes” imundas ao léu, seriam cidadãos de bem se a
soberba bilionária os iluminasse, feito a magia de Vivaldi?

Quanto custa a um bilionário dar ao jovem de rua a mesma oportunidade dada pela
“Dama do Lago ao Rei Arthur”, sua nobreza, a chance divina de um jovem de rua
retirar a espada cravada na pedra, sua dignidade!

Ei, e você aí, o que faria se fosse milionário?

Mauro Oliveira
Professor IFCE e pesquisador FUNCAP

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Por Quem os LIVROS Dobram

Por Quem os LIVROS Dobram

(Este artigo foi publicado na Livraria BARCA, Café das Artes, em 28/mar/2020)

É fim de madrugada. A linha que separa o mar e o céu, lá longe onde a terra quebra, sustenta nuvens que saem de dentro do infinito. O sol matinal se anuncia um tanto apressado, como quem foge pela janela da amante. O frescor do vento alisa meus cabelos feito mãos de noiva à véspera. O cheiro de maresia à tarde me embriaga de paz, tal colo de mãe, dilatando meu sorriso Kolynos (Ah!). O som da maré é meu mantra preferido. Abro os olhos. O dégradé da noite revela-me amores esquecidos, enquanto jangadas solitárias espreitam, em vigília, a enseada violentada pelo neon dos bares do Mucuripe. Ora direis, Augusto Pontes: “Vida, vento, leva-me daqui”!

Caminho pés na areia, encontro o casal de alemães e sua sacola de “mercantil” cheia do lixo deixado na praia pelos “contumazes”. Mais à frente, mestre Santiago me espera para uma prosa em sua jangada. Suas velas, prontas para o take off, explodem ao vento como a felicidade dentro de mim. De longe, mestre Santiago já me aponta para seu amigo Manolin: lá vem o professor! Fico impressionado com seu vigor ao levantar os troncos que rolam a jangada até o mar. Quanta coragem nos 5, 10, 40 km mar adentro! E quando a velhice não mais lhe permitir o peixe nosso de cada dia?

Mestre Santiago tem em grande conta todo professor, doutor, esse pessoal formado, que estuda, vive lendo… no palavreado dele. E nos elogia tanto que chego a ter… “pena de nós”. Não imagina que nós, “esse pessoal que estuda”, não temos um “mirréis” da sua coragem diária, que nós, sociedade letrada, somos vaidosos, egoístas e solidários nas pandemias… quando nos atingem. Que a nossa Escola tem se equivocado no Dever de Casa de melhorar a sociedade. Somos nós, “pessoal que vive lendo”, que damos suporte e legitimidade a esta sociedade desigual.

Decidi contar ao mestre Santiago que nós, “esse pessoal formado”, não somos bem quem “o Imperador do Japão referenciaria”. Falhamos e não temos a humildade de reconhecer… a não ser que o mundo pare… INIMAGINÁVEL!

Corri manhã seguinte, madrugada tarde, ao seu encalço, enquanto aparecia um arco-íris, ali, bem ali … na linha que separa o mar e o céu, lá longe onde a terra quebra, sustenta nuvens que saem de dentro do infinito. Mas … vejam só, ali, bem ali…! Uma multidão, agitada feito pinguins ansiosos, aguardava esperançosa seu barco que teimava em não chegar. Quis chorar a perda do mestre Santiago, mas me pareceu banal.

Prometi-lhe, então, algo digno de sua saga no mar, sol fervente, feridas nas mãos, na luta diária contra Marlim. Prometi-me dizer aos meus alunos, em toda aula, que uma “Escola que é reflexo da sociedade não serve a ela,… nem pra ela” (In Escola Pra Valer).

Um dia (se o mundo parar… INIMAGINÁVEL!) a sociedade vai compreender que o pescador e o homem simples que recolhe o nosso lixo merecem o destaque dos artistas famosos e jogadores de futebol nos noticiários… daquela TV.

Mauro Oliveira

Professor IFCE Aracati (agradeço ao Prof Myrson Lima, Membro da Academia Cearense de Língua Portuguesa, amigo e ex-professor, meu “guia literário”)

>>> Dedico esse artigo ao Karol Oliveira & Ronam Barbosa, agentes de justiça social <<<

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7) REFLEXÕES QUE VÊM DO MAR: Sobre a AUDÁCIA

REFLEXÕES QUE VÊM DO MAR: Sobre a AUDÁCIA

“A vida é a travessia de um rio. Meu filho, não a atravesse no porão do navio”. De repente, Jorjão, um zelador terceirizado do IFCE, entra tempestivamente na minha sala. com a AUDÁCIA de um pirata do bem ao saltar no convés. Dedo em riste, Jorjão decreta para meus alunos, enquanto os encara com um olhar de quem paga imposto: “vocês não podem sair dessa escola igual a vocês quando entraram nela. O Aracati precisa de vocês”. Numa atitude AUDAZ vinda de sua ALMA jovem, Jorjão diz com calma, sem medo, com empatia e resiliência para que serve uma Escola e mostra, na prática, de que pouco vale nossa inteligência… se escondida no porão do navio. (“Seja qual for o seu sonho, comece. A OUSADIA tem genialidade, poder e magia”).

>>> Dedico esse ensaio ao casal Ivana & Odorico Monteiro, agentes AUDAZES da Saúde da Família <<<

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6) REFLEXÕES QUE VÊM DO MAR: Sobre Resiliência

6) REFLEXÕES QUE VÊM DO MAR: Sobre Resiliência

“Uma escola que é reflexo da sociedade não serve pra ela… nem a ela”. Com calma, sem medo, com paciência e empatia, sua ALMA jovem será capaz de melhorar a sociedade. Uma Escola Pra Valer poderá ajudá-lo a lidar com problemas novos, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos, resistir à situações adversas, fortalecer sua “imunidade mental”, base para a resiliência emocional. Assim, quando você for tentado a mentir, a humilhar ou ser injusto, que sua ALMA Jovem, resiliente, honre sua Escola que o preparou para ser “dono de seu destino, capitão de sua alma” no mar aberto da vida! (Coração de estudante, há que se cuidar da vida, há que se cuidar do mundo...)

>>> Dedico esse ensaio à Sandrinha e Raimundo Macedo, Presidente da SBC, ALMA jovem do tempo da Rádio Uirapuru de Itapipoca, a primeira rádio da internet <<<

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